Abordagens dietéticas para pacientes transplantados renais

Abordagens dietéticas para pacientes transplantados renais

Os pesquisadores brasileiros Laura G. Cyrino e Leonardo V. Riella, do Centro de Pesquisas em Transplante do Massachusetts General Hospital, publicaram recentemente uma revisão narrativa das abordagens dietéticas para pacientes transplantados renais. 

Além disso, em parceria com a Associação Brasileira de Transplantados, ABTX, desenvolveram uma cartilha em português para facilitar e orientar uma alimentação saudável para os pacientes transplantados renais de nosso país. O objetivo é garantir-lhes independência para criarem o seu próprio cardápio balanceado, que promova saúde e um padrão alimentar sustentável a longo prazo.

Para mais informações acerca do trabalho, acesse também o artigo completo e gratuito:

Confira abaixo o resumo do artigo em português.

Um padrão de alimentação saudável comprovadamente diminui o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares. No entanto, existem poucas recomendações dietéticas para receptores de transplante renal e, as disponíveis, se concentram apenas na ingestão de nutrientes isolados, como sódio, potássio e proteínas, e não no padrão alimentar geral. Considerando que os indivíduos não consomem nutrientes de forma isolada, mas como parte de um padrão alimentar completo, é um desafio para o paciente transplantado entender e implementar recomendações dietéticas específicas. Além disso, as intervenções com um único nutriente já demonstraram efeitos inconclusivos e parece improvável que possam ter um impacto forte o suficiente sobre os resultados do transplante. Tendências dietéticas, como dietas baseadas em vegetais, jejum intermitente, dieta com baixo teor de carboidratos, têm recebido grande atenção da mídia. Neste artigo revisamos os potenciais riscos e benefícios dessas dietas em receptores de transplante renal e fornecemos uma recomendação alimentar atualizada para essa população, levando em consideração as tendências nutricionais atuais. No geral, as dietas mediterrâneas e DASH demonstraram ser os padrões dietéticos mais benéficos para a população pós-transplante renal, concentrando-se em menor ingestão de carne e alimentos processados e maior de alimentos frescos e vegetais. Assim, acreditamos que com o objetivo de manter um estilo de vida saudável após o transplante, os pacientes devem ser educados sobre as evidências científicas de diferentes dietas e escolher um padrão alimentar sustentável a longo prazo.
Segue abaixo o cardápio ilustrativo: